Antes de abrir qualquer sistema de emissão de Certificado de Origem, confira o NCM do produto na Tabela TIPI atualizada. Esse único detalhe é responsável pela maioria das recusas de certificados no Brasil, e quando o erro só aparece na alfândega do país de destino, o problema já tem custo: carga retida, embarque comprometido e você explicando para o cliente por que o pedido não chegou no prazo.
O NCM errado não é um erro burocrático menor. Em comércio exterior, a classificação fiscal do produto é o dado que define regras de origem, alíquotas, acordos aplicáveis e exigências sanitárias. Um dígito fora do lugar no Certificado de Origem pode invalidar o documento inteiro, dependendo da legislação do país importador.
O que acontece quando o NCM está errado no Certificado de Origem
A resposta direta para quem pesquisa isso: o Certificado de Origem com NCM incorreto pode ser recusado pela autoridade aduaneira do país de destino, o que gera pelo menos três consequências imediatas.
Retenção da carga na alfândega de destino. O importador fica sem o produto enquanto o problema não é resolvido. Dependendo do país, a liberação pode levar dias ou semanas.
Perda do benefício tarifário. O Certificado de Origem serve para comprovar que a mercadoria tem direito a tratamento preferencial ou simplesmente para cumprir exigência documental. Se o NCM não bate com o produto declarado, o documento perde validade e o importador pode ser cobrado pela tarifa cheia, sem o desconto do acordo comercial.
Necessidade de emitir um novo certificado. Dependendo do estágio do processo, isso significa reemitir o documento, reenviar ao importador e, em alguns casos, aguardar nova análise. Em operações com prazo de entrega ajustado, esse ciclo pode comprometer contratos inteiros.
Um erro de NCM identificado somente na alfândega de destino pode gerar custos que superam em muito o valor do próprio certificado. Custos de armazenagem, multas aduaneiras e danos à relação comercial raramente aparecem na conta inicial, mas aparecem.
Por que o erro de NCM acontece com frequência
Existem três origens comuns para esse problema no dia a dia operacional.
NCM desatualizado na base interna da empresa. A Tabela TIPI é revisada periodicamente. Produtos que tinham um código em 2021 podem ter código diferente hoje. Se a base de dados interna da empresa não for atualizada, o analista emite o certificado com o NCM antigo sem perceber.
Classificação feita sem consulta especializada. Em muitas operações, o NCM é definido na área fiscal ou logística sem envolvimento de um despachante aduaneiro. A classificação pode estar correta para fins tributários domésticos e ainda assim ser inadequada para exportação, especialmente quando o produto tem múltiplos usos possíveis.
Cópia de emissão anterior sem revisão. Quem emite entre 10 e 30 certificados por mês conhece bem essa armadilha: o processo anterior funcionou, então o próximo é gerado com os mesmos dados. Se o NCM estava errado na primeira vez, ele vai errado em todas as seguintes.
Como corrigir um Certificado de Origem com NCM errado
O procedimento depende do estágio em que o erro foi identificado.
